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Como diria Os Novos Baianos "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso". Não sou blogueiro e nem me identifico com o termo "escritor", apenas uso esse espaço pra depositar meus pensamentos em forma de palavras. Paraíbano e riotintense com orgulho.
"Se lembrar de celebrar muito mais..."
(Fernando Anitelli)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Corda-bamba da vida




Eu acho que a gente tem mesmo é que seguir... seja num piso seguro, seja quando o chão desaparece, seja pelo avesso... seja na corda bamba. A propósito a corda bamba é muito interessante... essa semana assisti na TV a galera do ‘Cirque du Soleil’  em mais um espetáculo impressionante, o show em si já é impressionante... mas o moço da corda bamba me chamou mais atenção, ele fazia coisas incríveis em cima apenas de uma corda à uma altura vertiginante, passei a refletir sobre o que vi... Meus olhos não acreditavam no que o moço fazia, ele cantava, pulava, dava cambalhota, andava de bicicleta e de monociclo... depois ele chamou uma moça e os dois passaram a dançar e cantar sobre a corda. Entre uma pirueta e outra pude reparar que eles nunca olhavam pra baixo e que seus passos eram milimetricamente calculados como uma precisão cirúrgica, mas era brilhante demais, parecia mentira a coreografia dos dois... e o mais interessante, ao término do espetáculo eles desceram a escada e vi que a felicidade já não era a mesma, como se fosse mais incrível, pra eles, estar na corda... fazendo o que eles sabem, o que gostam, como se aquele ‘chão’ feito de corda fosse mais seguro que o que eles pisaram no final de tudo... antes de descerem, pude observar que eles tiraram o equipamento de segurança, uma cordinha de náilon quase invisível aos olhos, que serve para que eles não se machuquem caso algo dê errado, pois todo mundo pode errar...
E assim é nossa vida, aprendi muito com o moço e a moça da corda bamba... eles me ensinaram que a gente deve seguir em frente, dançando, cantando, se concentrando, calculando os passos mesmo que o terreno não seja plano, mesmo que a estrada seja longa e escura, mesmo que tenhamos medo, a vontade de fazer, de seguir, de ser, deve ser maior que qualquer anseio ou vertigem, e que a gente não deve olhar pra baixo, ou pra trás... pois a corda bamba nem sempre significa se arriscar demais, tipo ‘tudo ou nada’ .. significa seguir com àquilo que se têm, seja qual for a situação... sem se preocupar muito com o que pode dar errado, mas, sim, se concentrar naquilo que pode dar certo... e que a gente não se esqueça nunca de deixar sempre a nossa cordinha de náilon junto a nós, pra nos da mais segurança e apoio em todos os momentos, embora muitos não conseguam enxegar esse fio de náilon que o moço usava .. Na corda bamba da vida real, eu normalmente  chamo esse náilon de Deus...

Aprendamos com isso... também !!

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