Sou da noite, acho ela romântica, a sua calma, da pra ver o seu céu negro, tem a lua para os amantes, às estrelas, cadentes ou não... carentes ou vãs para os passantes. A noite é romântica, bonita, calma... ela traz consigo um monte de sentimentos acolhidos por seu carinho e afago. A noite parece amplificar qualquer sentimento... o riso é mais gosto, o choro é mais sofrido, as conversas são mais capciosas, o tempo passa mais devagar, mais intrigante. É na noite que surgem os melhores beijos, as melhores canções, os melhores livros, as declarações de amor, as serenatas, a volta na praça, a festa esperada, a fome saciada, é na noite que a gente morre todos os dias, para nascermos ao sol novamente na manhã seguinte, personificados em um personagem que vai à luta todos os dias para na noite descansar. Muito embora a luz do dia traga aquela energia necessária, aquela ‘clorofila’ para que possamos gastá-la, é na noite que a inspiração toma conta...
Já perceberam que em 24h temos duas noites?! Amanhecemos na madrugada e dormimos nela... (pelo menos eu). Gosto de sair à noite pra vê-la... vejo o nada, ou o ninguém... o silêncio, a falta de luz... Olho pra cima e percebo o quão pequeno eu sou nesse emaranhado enorme de constelações e desenhos que consigo ver quando junto as estrelas. Não sei de onde elas vieram nem pra onde elas vão, só não quero que elas se apaguem, apenas fico observando o Criador desligar o interruptor da noite e ligar o do sol, vejo o céu clareando vagarosamente como uma lâmpada florescente que falha antes de acender de fato, e acho isso uma das coisas mais incríveis do mundo, de conseguir ver isso, e achar beleza nisso, já vale a pena viver... Vivemos esse milagre todos os dias, e ainda tem gente que diz que não existe né?!

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