(...) E vida continua, apesar das febres, dos perigos, da morte... “É vida que segue” como diria a sabedoria popular. O fato é que o expresso do oriente passa rápido, rente, veloz, feroz... não da tempo da gente gritar pra o maquinista parar o trem porque algo quebrou, porque quer pegar algo que caiu, que ficou pra trás... Essa viagem não tem freios, nem marcha ré. Vai tudo andando pra frente, forçadamente ou não. A gente vai acumulando no caminho experiências boas e ruins, lindas paisagens e outras nem tanto, é tudo aprendizado, muito embora muitas pessoas achem que é só uma viagem e ficam sentadas olhando às horas passarem.
Ao longo do caminho somamos muitas coisas boas, como: amizade, afeto, amor, conhecimento, fé, sorrisos, dinheiro, enfim, conquistas pessoais... Porém o que acontece é que o trem as vezes passa por um lado escuro, onde encontramos com a dor, àquilo que nos faz pensar em desistir, achar que nossas forças não são suficientes para suportar os “desígnios do destino”, e mais uma vez a gente pede pra o maquinista parar pra gente descer .. vem o lamento, as lagrimas, a auto-estima baixa, a sensação de solidão, de inferioridade, o chamado fundo do poço. E mais uma vez o trem não para, ele segue... a dor acompanha, e vai acompanhando até um ponto onde já se dá pra ver um pontinho lá no fundo... a Luz, e essa luz vai ficando cada vez mais forte... renova-se as energias, embora não esqueçamos as dores... já temos forças suficiente para superá-las, e virá um novo tempo... de céu mais azul, de paisagens mais uma vez coloridas, de novos sorrisos, e a gente percebe que o maquinista do nosso trem tem nome, e Ele sabe o que faz. Basta apenas depositarmos nossa confiança e seguir, seguir, seguir !!

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