Já houve um tempo em que eu julguei o mundo um fato consumado, como algo pragmático, previsível... nos últimos tempos acho que a vida vem me ensinando o contrário, me dando outras visões, outras noções, outras lições. Então, acredito que agora eu vou me permitir me surpreender mais com suas loucuras, com suas escolhas idôneas e “certas”. Percebi que a preocupação é vã, a ação na verdade é uma reação e a fé é fundamental; que as escolhas são impares; que a vida é uma só e que a gente nunca vai aprender tudo que queremos.
O curioso é que nunca aprendemos a ver as lições que tomamos, no ato, é sempre depois, é sempre no futuro que vimos e tomamos fosse das lições de outrora. Realmente não dá pra entender, ou melhor, não é pra entender, é pra aceitar e seguir em frente, seja lá o que acontecer... o expresso do oriente não para, existirão paisagens mais bonitas, motivos mais reais, dias mais claros... e é regando a fé que colhemos um futuro, pois um dia tudo vira passado.
Percebi que perder é privilégio de quem joga, de quem arrisca, assim como errar é privilégio de quem quer acertar. Muito embora, contraditoriamente, encontramos chaves e manuais para próximas vitórias quando perdemos ou erramos. Enquanto a beleza explode ao meu redor, apenas aprecio sua natureza altruísta e espero minha vez.

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