“...O limite da queda é o chão...”, (Roberta David)
Em mais uma bela canção, de poucas palavras e muito significado, com acordes delirantes de simplicidade absurda, mais uma vez ela consegue traduzir um monte de pensamentos que fazem parte de nosso cotidiano, dos nossos sonhos e desejos.
Do suor do esforço, daquilo que causa medo pela sua grandeza, da “desnatureza” das coisas, dos limites impostos pelo corpo e da vontade de superação encontrada na alma, dos amores e desamores, do suor que cai do rosto ao chão que muitas vezes se confundem com lágrimas imperceptíveis, da pulga atrás da orelha que só nos fala de fracasso, do bom senso, do sangue latino que corre em nossas veias, da inquietação com a injustiça e impunidade, da tentativa desesperada de fuga da solidão, da fuga de si mesmo, da fuga do medo de ter medo, do exílio que é o lar, do pedido esbravejado por um “melhor amigo de hoje”, da mutilação das cosias simples da vida, do sentido da palavra “amor”, e de simplesmente ser, estar, ou pelo menos querer ser, querer estar... Eis um pequeno soneto musicado que consta a história de vidas, aliás de vontades, não o coloco todo aqui, não posso, apenas algumas partes... apenas versos, segundo ela: “quem se arrisca vai fundo e se perde a vida, mas se ganha um mundo”.
Preciso lembrar de esquecer algumas coisas, preciso que minha memória fraca se faça forte, preciso compor algumas canções vivas da forma acima, preciso sentir mais, acreditar mais, fechar mais os olhos e sorrir, preciso ouvir e confiar, esperar e não ceder, preciso ir e vir, saber entrar e sair, talvez nem saiba, eu, tudo que preciso, como disse, minha memória fraca ainda não se tornou tão forte, porém, do que não quero eu sei bem, há eu sei, sei do que não quero e não preciso... Do que é virtude atrair, do que é maldade expelir.

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