Sem perceber, nós somos frutos de uma sociedade que é autodidata em quase tudo, curiosos e meticulosos em aspectos globais, lutam diuturnamente por conhecimento, querem o saber, mas detestam o “estudar”, querem o “ser”, mas esquecem do “tentar”... Mas hoje em dia é tudo mais fácil, ninguém precisa ler um livro, assiste o filme dele, ninguém precisa ir à biblioteca buscar um livro qualquer, é só digitar no computador, ler a sinopse ou o resumo do mesmo, e nas melhores das hipóteses ler sua versão digital, o “e-book”, (já tentei ler alguns, não consegui terminá-los).
Criou-se, então, uma sociedade de pseudo-intelectuais, de falsos profetas e verdadeiros imorais. Em mais uma tentativa de fuga, continuo sendo um amante a moda antiga, daquele que prefere cartas à emails, flores à PowerPoint, livros à resumos, contatos à virtualidades, fatos à boatos, verdades à ilusões... continuo em marcha lenta quanto ao progresso da nova forma inteligência e suas novas versões. tenho, de certa forma, consciência das positividades no tocante à velocidade do progresso tecnológico, gosto de assistir na TV as novidades, mas confesso que tenho medo de onde isso está nos levando, confesso que tenho medo de saber até que ponto nós estamos levando isso... e na artificialidade da moderna tecnologia, onde formam-se pseudo-intelectuais, tenho medo de cair (ou de já ter caído) em aforismo, e acabar generalizando e ser generalizado, guardada as devidas particularidades.
Gostaria muito de ver projetos de incentivo a leitura e não projetos de “obrigação” a leitura, de ver livros sendo perdidos em algum lugar de propósito pra que alguém encontre, que nas escolas os professores também fossem amantes a moda antiga e percebessem que o que interessa não é a obrigação de seguir um cronograma medidamente estipulado mas sim alunos medidamente conhecedores... enfim, que a poesia fosse mais globalizada, que a arte fosse fomentada, que a cultura não fosse elitista, fosse inclusiva e não exclusiva.

a sociedade em que vivemos tem certas sindromes que me amedrotam. As caracteristicas vao passando de geração para geração, inclusive, o que - pela ciencia - nao deveria ser hereditário.
ResponderExcluirgostei daqui, voltarei sempre.
passa pelo meu quando der http://inddlima.blogspot.com/
=)
beijo.
E tinha como não apreciar tanto o seu cantinho? estou seguindo o blog para não perde-lo!
ResponderExcluirbeijo