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Como diria Os Novos Baianos "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso". Não sou blogueiro e nem me identifico com o termo "escritor", apenas uso esse espaço pra depositar meus pensamentos em forma de palavras. Paraíbano e riotintense com orgulho.
"Se lembrar de celebrar muito mais..."
(Fernando Anitelli)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Temos muito ainda por fazer...



Somos atarefados demais pra enxergar as coisas, no máximo, apenas vemos elas passando. No descuido apressado de uma tentativa de perfeição inacabada cegamos à face daquilo que é vida, mas que vida?! O que temos no máximo é uma existência mera e cotidiana, rotulada e “rotinada” em afazeres diários, domésticos, estéticos, muitas vezes fúteis, mas nunca os julgamos inúteis...
Em um mundo de chacinas, assassinatos, homicídios, suicídios e outros “ídios”... o que nos resta pra enxergar?! Será que nossa sociedade está fadada ao fracasso, a punição, a impugnação, isso é culpa do sistema, ou da falta de um sistema?!... será que eu tenho que acreditar em qualquer “Dr.” engravatado que aparece na TV me falando de fatos históricos que justifiquem, ou, que levemente, expliquem os acontecimentos absurdos que ora vivemos, nos falando de uma “tendência histórica”?!
Nos somos realmente fruto daquilo que vemos, que ouvimos, que vivenciamos... desde pequenos somos induzidos a viver num mundo de gigantes, onde só quem é bom sobrevive, é olho por olho, só que de um jeito mais moderno, tal como a Lei de Talião... e o que acontece com quem não é bom, não há espaço pra todo mundo não?!... somos ensinados a não chorar, a sempre levantar, a sacudir a poeira, o engraçado é que quem nos diz isso é quem nos derruba, é quem nos quer embaixo, aquele velho exército industrial de reservas que o Marx falava (e olha que eu odeio o cara).
Pois bem, me recuso a enxergar as coisas tão duramente, a entrar nessa roleta russa, sou fraco, cheio de mazelas, não primo pelo perfeccionismo, não luto pra ser o melhor, mas luto pra fazer o melhor, sou assim... junto comigo há um monte de “neuróticos” que comungam esse pensamento e é nesse mundo melhor que eu sonho, se isso é utopia, que seja, enquanto eu puder sonhar e fazer desse sonho minha realidade vou vivendo, escrevendo, poetizando, assim eu vou escapando do monstro voraz e feroz, tenho armas, são minha proteção, e eu te chamo: vamos juntos?! Vamos, pelo menos tentar, mostrar que há mais virtudes do que defeitos, que há mais seres humanos do que indigentes, que há mais lideres do que chefes, que há mais poesia do que sangue jorrado, que há mais livros que armas, que há mais canções do que ladrões, que há mais amor do que ardor.
(...) Que há um mundo inteiro pra pintar com cores novas, vamos lá...

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