Tenho esperado as palavras certas pra tentar definir algo em mim; tenho esperado o momento certo pra soltar um grito tão preso na garganta, pra deixar correr a mais feliz das lágrimas... tenho esperado o inesperado, tenho esperado o futuro chegar, por que o passado já passou por mim. Percebi que algumas coisas continuam fugindo do controle, das minhas ideias, e mais uma vez eu tenho que improvisar, até quando?!, eu não sei... O que eu sei que meu repertório anda farto de palavras repetidas.
E nesses tempos de dar tempo ao tempo já deixei ele ir longe demais. Tateio-me procurando relógios intertemporais, máquinas do futuro, algo que faça o tempo voltar pra mim, ou eu voltar para o tempo... que ele fosse novamente meu aliado.
Me pego, muitas vezes, tendo saudades daquilo que nunca vivi, “Déjà vus” descontrolados, cenas passando repetidamente daquilo que não compreendo, é mais do que eu possa entender... é bem mais. E quando a gente não entende, a gente se cala.

Nenhum comentário:
Postar um comentário