“Mayday, mayday...”
Gritam, eles e elas, desesperadamente, clamando por afeto... por atenção!! e a tensão que insistira em permanecer em suas telas reluzentes que metaforizando o coração: “alguém fala comigo”, “por favor, eu chamo a sua atenção, não percebeu?!”... “alguém me dá atenção, afinal de contas, tem mais alguém aí?!” Clamam por uma voz que não seja apenas a sua repetida aos quatro cantos do quarto escuro.
Despertam, sem querer, em si, uma inquietude disfarçada, uma mistura dramática de sentimentos e confusões, aliada a suas próprias ilusões, uma fantasia de amor e ódio, de fé e descrença andando tão lado a lado que se confundem rotineiramente em piscar de olhos, em cair de lágrimas, no rolar das cobertas repletas de insônia, nos sonhos inanimados.
Tudo que se tenta é na intenção de avisar aos navegantes que esse mar de redes invisíveis, em que se propunha a navegar, também é revolto, e as clamas são fugazes nos seus pedidos de socorro.

Muito bom o texto! A inquietude disfarçada consegue definir metade do meu momento, consigo me "entender" nas sombras das suas palavras.
ResponderExcluirMuito boa a postagem, como sempre, cê ta de parabéns, brother! \o/ . Abraços.
ResponderExcluirRanyrson!