Ele sempre pega os livros e discos e, de certa forma, volta ao passado, faz aquela viagem no tempo, onde se tinha novidades e diversão de verdade, músicas, interpretações... e ele vai da boemia de Nelson Gonçalves, à malandragem do Bezerra da Silva; da poesia do “poetinha”, às desafinadas propositais do Tom Jobim; das poesias finas, dúbias e requintadas do Chico Buarque; da tropicália, à luta pela democracia, dos caras pintadas; dos amores de Djavan, às dores do Adoniram; do rock’n’roll do Plebe Rude, dos Paralamas, aos poemas do Cazuza e aos abortos elétricos do Renato Russo... Toda essa viagem no tempo, vez por outra, ele faz.
E se pergunta se ainda existem heróis contemporâneos ou todos morreram de overdose?! ... ou na ditadura?! ... ou se encontram encostados na luxuosa mansão da subserviência!? ... Pois bem, a perniciosa sensação de abandono gera precedentes pra novas atitudes, que são bem-vindas por falta de opção, mas são de péssimo gosto... é que a nova geração se pôs a esquecer as lições dos mais velhos.
Feliz daqueles que lembram... que ouvem... e que ainda vivem no passado.

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