Havia mil caminhos a seguir, havia mil outros motivos pra viver e deixar de procurar fugas e histórias, havia dissabores que ainda não haviam saído da sua boca, havia mil outras prioridades e um repertório repleto de opiniões formadas e clichês conhecidos... Havia, por fim, também lembranças de um passado que de certa forma rotulava o amor como algo protocolar, com suas cartas marcadas e com sua bomba-relógio pronta pra estourar.
Mas ele não contava com os acasos, e nem precisavam ser mil ou mil e um, bastava ser um, e assim foi... pra que tudo que tinha vivido e escrito antes caísse por terra como fruta madura... veio forte como um temporal que invadiu o terreninho e limpou toda poeira de ‘farras’ passadas, e nem um lugarzinho no rodapé de sua biografia tinha mais espaço, foi tudo passado... passado por cima, como um rolo compressor, que nada mais deixou, a não ser lições e sabedoria pra o futuro - é isso, e unicamente pra isso que serve o passado, pra tirarmos lições e boas lembranças, deixando tudo que não for passar – e assim vai passando.
É que mesmo existindo algumas diferenças, as similaridades se tornaram mais fortes e as doses de sincronicidade começaram a fazer efeito, em um rápido processo onde o tempo fermentou suas reações e amplificou seu significado. E tudo se transformou.

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