Montar quebra-cabeças não é uma tarefa fácil (pelo menos pra mim), o propósito é de não conseguir...
Espalho as peças por todo chão, esperando não faltar na hora de montar; pois parecia que as horas passavam mais rápidas no relógio, os dias passavam dentro e fora daqui com uma mesmice incomum, e o que eu encontrava não passava apenas de soluções passageiras. De tão estranho cheguei a duvidar, cheguei, até, a culpar a lua por isso; de tão impaciente e nervoso pelo fato de não ter, ainda, conseguido, tomei mais uma dose, parei um pouco... pensei, olhei as peças que tinha e questionei-me:”Se era mesmo isso que eu queria, por que ainda não faz sentido, por que a dúvida, por que não se encaixa, por que?!”
E por que eu to falando tudo isso agora? É por que eu larguei das ‘mãos’ que me seguravam, me desfiz das amarras, rasguei o protocolo da vida “correta e metódica”, mandei um “boa noite cinderela” pra minha covardia e me reservei o direito de querer o desafio pra criar o poder, pra criar o desejo.
E o vento vai soprando pra onde as peças devem ir, a inspiração surge involuntariamente, tudo volta a fazer sentido, as peças se encaixam, e eu finalizo o processo das dúvidas passando pra o processo de desenvolvimento e maturação, agora sim, faz sentido.
Pronto, quebra-cabeça montado!

Não dá pra montar o quebra-cabeça se estiver faltando uma peça... Você quebra a cabeça, o brinquedo, as coisas e as pessoas, e nada adianta. Na vida, algumas pessoas encontram a peça que falta ainda cedo, outras demoram horas... Mas, não há melhor sensação do que vê-lo pronto, assim, do jeito que sempre quis =)
ResponderExcluirLindo texto!