Ele tinha muitas palavras, na verdade textos inteiros, com questões intermináveis que falavam de rotinas bruscas... de amores ‘desamorizados’; de soluções quase mágicas para problemas corriqueiros, enfim... coisas cotidianas. Passou a ler mais a fim de conseguir novos impulsos de inspiração para temas deveras relevantes, questionou-se se essa seria a medida mais correta, uma vez que não se deixava alterar por pontos de vistas de outrem.
Muitas vezes ele tentou escrever, mas as palavras escritas muitas vezes não traduziam aquilo que na verdade queria expor, e do pouco que observou, percebeu que isso era o que mais acontecia a seu redor... pessoas, muitas vezes, proferindo aquilo que apenas é de senso comum, ou no mínimo, bonito, aceitável socialmente, e que de alguma forma gerasse um sentimento nas outras pessoas de algum intelectualismo disfarçado, embora, este, fosse um blefe profissional.
Ele riu, como sempre costumara fazer, bebeu um pouco de café, balançou negativamente a cabeça, apagou todo o rascunho feito, olhou para o relógio, percebeu que já era madrugada, agora sim, o silêncio que precedia os primeiros raios solares lhe daria algumas boas ideias e palavras recheadas apenas de si mesmo, pois logo amanhancerá.

Isso me lembra música...
ResponderExcluir"tanta gente equivocada faz mal uso da palvra, fala fala o tempo todo mas não tem nada a dizer.."
Agora fugindo do assunto, sabia que vir aqui é como ir ver o por do sol com alguém que você ama: sempre será lindo e encantador.. Parabéns, meu menino.
Eu não sou suspeita a falar não né? rs