Vez por outras troco as palavras por
pensamentos, transfiguro-me de interrogações à exclamações, de exclamações à
reticências... e assim por diante. Silencio muitas vezes pra que eu possa ouvir
a bagunça do meu coração, que em pura disritmia, organiza seus móveis.
Ouço um amontoado de vozes interiores
que falam em idiomas distintos - preciso de dicionários - pois há tantas coisas
aqui fora que eu não entendo, e ao buscar respostas no meu interior, questiono-me
com mais e mais interpelações infindas.
Esse ser um tanto disperso, que às
vezes desaparece e recomeça nunca se esquece de que precisa por pra fora tudo
aquilo que emana na vastidão de seu universo, não como obrigação, mas por
prazer... Entretanto, esse mesmo cara, precisa, severamente, de tempo pra traduzir
tudo como deve ser, precisa de coragem para romper o marasmo, precisa de tempo
pra organizar-se, pra que depois ele possa desorganizar.

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