Por muito tempo, talvez mais do que necessário, eu estive em uma
erupção de sentimentos, que por sua vez desencadeava um vasto leque de
confusão, de dúvidas, de interrogações que ora se transformava em
interrogatórios, daqueles que aparecem em noites longas... Na verdade, estas
dúvidas era um rastro que eu seguia de pedaços de palavras, frases ouvidas e
escritas, e eu tentava, sem êxito, juntar um quebra-cabeça que não tinha/tem
lógica (eu nunca fui bom em quebra-cabeças). Eu já vi tantas vezes a
história se repetir que eu temo ser testemunha das voltas que o mundo de forma
tão previsível. Foi então que eu ouvi uma frase, esta não ajudou a juntar as
peças do quebra-cabeça, pelo contrário, fez com que eu deixasse de tentar
juntá-las, pois talvez formasse uma imagem que eu não queria ver.
Por algum tempo eu me condenei, diante de um tribunal monocrático
onde o único acusador e o único réu era eu mesmo, foram lutas e mais lutas na
tentativa de advogar a meu favor, porém, perdia a luta sempre que tentava, a
condenação tinha bons argumentos, a defesa tinha apenas sentimentos, feridas e
cicatrizes... Tinha fatos também que foram julgados improcedentes (maldita
memória curta dos outros). Nessa luta dúbia e insólita, muitas noites foram e
vieram, muitos dias iguais passaram por mim.
Eu nunca tive pressa, aprendi desde cedo que quem tem a fé
como um motor nenhum caminho novo vem sem ponto de chegada.
Há, sobre a frase que ouvi... Um homem
de muita Fé me disse: “Quem nos ama nunca vai embora”.

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