O
que me motiva a escrever não são as certezas, são as dúvidas. As dúvidas instigam
minha capacidade de raciocínio e me levam a um patamar de imaginação que nem
sempre favorece o pensador. A única maneira de exalar esses devaneios tolos é
escrever, é vomitar as palavras que habitam em mim.
Transito
entre o mundo real e o abstrato com a mesma velocidade de um Guepardo, mergulho
nas dores e nos amores com a mesma precisão de um caçador marítimo,
transfiguro-me entre os iguais e me faço de diferente com uma simplicidade
assustadora. Vejo, observo, analiso, planejo, relevo, refaço e revejo as coisas
dia e noite, travesseiro à travesseiro, beijo à beijo, insônia à insônia.
Se
eu sei viver... eu ainda não descobri ao certo! Mas, o que já descobri é que sei
apanhar, aguento a pancada, embora não sem dor; Também descobri que não sei
bater; Ao passo que descobri que também sei sorrir.
Preciso
de um chá, não daqueles de sumiço, preciso daqueles que aliviam a tensão, a
azia... daqueles que aliviam o medo, o receio! Daqueles que aliviam a pressão.
Pois, às vezes, mesmo quando as coisas estão bem, precisamos ficar mais leves,
pra fluir, pra voar, pra sorrir.

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