Quem sou eu

Minha foto
Como diria Os Novos Baianos "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso". Não sou blogueiro e nem me identifico com o termo "escritor", apenas uso esse espaço pra depositar meus pensamentos em forma de palavras. Paraíbano e riotintense com orgulho.
"Se lembrar de celebrar muito mais..."
(Fernando Anitelli)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Então que seja assim.

(Imagem via internet)

Sento-me no mesmo canto, ouço praticamente as mesmas músicas e escrevo quase a mesma coisa de sempre (acompanhado daquele velho café inspirador).
  Mas... o que me motiva a escrever? Os sonhos! 
O que me fez ficar tanto tempo sem escrever nada? A realidade!

O lapso de tempo que se cerca entre “o que escrever” e “como escrever”, no meu caso, é tão abstrato quanto sentimentos como amor e saudade, pois não são contados por minutos e horas, mas sim em intensidade e lembranças.
Na verdade, por tempo indeterminado, eu decidi ler mais do que falar/escrever, tenho preferido ler livros, jornais, ler dias, ler pessoas, ler lugares... Nem sempre o que eu leio se transfigura em palavras, ultimamente têm se transformado em quadros e imagens, que guardo na retina, dentro da minha coleção de obras de arte imaginárias.
Tento ser um artista... protagonizo, assessoro, auxilio, coadjuvo, faço da vida meu teatro, e me esforço pra ser um autor que se preze, faço shows pra um ou pra muitos, com a mesma intensidade, com a mesma veracidade, sem a necessidade de aplausos ou vaias, sem a necessidade de um real reconhecimento de quem não quer assistir à peça.
Tento, e me esforçarei cada dia mais, pra evitar que as cortinas se fechem antes do show terminar, embora sabendo que há um regente maior que determina o tempo e a duração.
Então se pudesse dar uma dica, seria Viva, e deixe viver. A efemeridade do tempo deveria relativizar nossas decisões monocráticas e absolutas, mas parece que cada vez mais insistimos em nos achar dono do nosso próprio destino e senhor da nossa própria razão. Tolos que somos, nem temos noção de quão pequenos somos na imensidão desse mistério. Portanto... Se tiver a vida, use-a. Improvise quando faltar a certeza, dance quando faltar as palavras. Mas cuidado, não dá pra pedir um tempo pra ensaiar, a peça é feita momento a momento. 

Então que seja assim.

Um comentário:

  1. Fico muito feliz, em ver que você voltou a escrever aqui, isso deveria ser uma rotina, concordo em quase tudo do texto,menos em você deixar de ser o escritor pra ser o leitor. beijos!

    ResponderExcluir