Hoje
eu queria escrever algo de efeito, queria, mais uma vez, me despir em palavras,
queria apontar o dedo pro espelho, pro mundo, pro nada e dizer tudo sem falar
nada, queria não falar nada dizendo tudo.
Sim,
eu queria ser mais clichê do que o normal, queria aplaudir os meus erros,
sentado no sofá de casa, tendo nas mãos um copo de uísque, vendo na TV meu filme
autobiográfico imaginário, é... eu queria voltar um pouquinho e ver onde errei,
não pra corrigir, mas sim pra entender. Eu ainda tenho essa mania de procurar
explicação pra tudo, não é sensação de culpa, é apenas necessidade de entendimento.
Pessoas
não são descartáveis, sentimentos não são descartáveis. O medo não é um bom
inquilino, a certeza não dá nenhuma garantia.
Ninguém consegue ver além da
curva, ninguém consegue ver os problemas alheios – por mais que saibamos que
existam –, todos temos motivações.
Talvez minha
tentativa de escrever algo com efeito se dilacerou em algo ‘com defeito’, vou
tentando traduzir na música o que os fatos não explicam, lá não precisa fazer
sentido, apenas precisa ser sentido. Pois é isso que eu acho que falta nos
tempos modernos: Sentido.
Nesse
lance de “hoje o tempo voa e escorre
pelas mãos”, há histórias que ficam... pelo menos pra quem à escreve e à protagoniza.

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