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Como diria Os Novos Baianos "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso". Não sou blogueiro e nem me identifico com o termo "escritor", apenas uso esse espaço pra depositar meus pensamentos em forma de palavras. Paraíbano e riotintense com orgulho.
"Se lembrar de celebrar muito mais..."
(Fernando Anitelli)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Meu mais antigo vício.


Hoje eu queria escrever algo de efeito, queria, mais uma vez, me despir em palavras, queria apontar o dedo pro espelho, pro mundo, pro nada e dizer tudo sem falar nada, queria não falar nada dizendo tudo.
Sim, eu queria ser mais clichê do que o normal, queria aplaudir os meus erros, sentado no sofá de casa, tendo nas mãos um copo de uísque, vendo na TV meu filme autobiográfico imaginário, é... eu queria voltar um pouquinho e ver onde errei, não pra corrigir, mas sim pra entender. Eu ainda tenho essa mania de procurar explicação pra tudo, não é sensação de culpa, é apenas necessidade de entendimento.
Pessoas não são descartáveis, sentimentos não são descartáveis. O medo não é um bom inquilino, a certeza não dá nenhuma garantia. 
Ninguém consegue ver além da curva, ninguém consegue ver os problemas alheios – por mais que saibamos que existam –, todos temos motivações.
Talvez minha tentativa de escrever algo com efeito se dilacerou em algo ‘com defeito’, vou tentando traduzir na música o que os fatos não explicam, lá não precisa fazer sentido, apenas precisa ser sentido. Pois é isso que eu acho que falta nos tempos modernos: Sentido.

Nesse lance de “hoje o tempo voa e escorre pelas mãos”, há histórias que ficam... pelo menos pra quem à escreve e à protagoniza.

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