Alguém
já parou pra medir a intensidade das lutas interiores? Alguém se atreveria
dizer, por exemplo, o quanto pesa a luta alheia? Já parou pra pensar que nem
todo “super-homem” é feito de força, e que nem sempre a força que as pessoas
demonstram ter é de fato a força que elas têm... Já vi muitos fardos sendo
carregados por ombros leves, que
comumente não são vistos a olho nu.
Saberia,
alguém, me dizer quais são os instrumentos que geram a forma do sorriso alheio?
Muitos sorrisos são ‘montados’, infelizmente, com a perspectiva de gerar uma
sensação de tranquilidade aos outros, quando na verdade à revolta do mar
interior deixa as lágrimas para o anonimato, longe de exprimir fraqueza num
mundo perfeito: O Mundo exterior.
Não
é a toa que Caetano diz que “cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é”.
Os privilégios e as dores, as angústias e os amores, são de cada um. São
construções diárias, construções lindas e suaves, geram leveza e animação, mas nem
sempre se tratam de construções, muito destes são demolições, demolições
surdas, cegas, as vezes doloridas e amargas. É nesse contexto de construções e
demolições que são feitas as lutas, as batalhas interiores, é aquilo que te
motiva a sorrir, a continuar, mas é também tudo aquilo que te faz frear e
parar.
Esse
“drão” – como assim definiu Gilberto Gil –“essa semente de ilusão” precisa
sempre morrer pra germinar, ou seja, é sempre necessária uma destruição
criadora, embora ela nem sempre seja indolor.

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