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Como diria Os Novos Baianos "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso". Não sou blogueiro e nem me identifico com o termo "escritor", apenas uso esse espaço pra depositar meus pensamentos em forma de palavras. Paraíbano e riotintense com orgulho.
"Se lembrar de celebrar muito mais..."
(Fernando Anitelli)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Tem que lutar!


Alguém já parou pra medir a intensidade das lutas interiores? Alguém se atreveria dizer, por exemplo, o quanto pesa a luta alheia? Já parou pra pensar que nem todo “super-homem” é feito de força, e que nem sempre a força que as pessoas demonstram ter é de fato a força que elas têm... Já vi muitos fardos sendo carregados por ombros leves, que comumente não são vistos a olho nu.
Saberia, alguém, me dizer quais são os instrumentos que geram a forma do sorriso alheio? Muitos sorrisos são ‘montados’, infelizmente, com a perspectiva de gerar uma sensação de tranquilidade aos outros, quando na verdade à revolta do mar interior deixa as lágrimas para o anonimato, longe de exprimir fraqueza num mundo perfeito: O Mundo exterior.  
Não é a toa que Caetano diz que “cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é”. Os privilégios e as dores, as angústias e os amores, são de cada um. São construções diárias, construções lindas e suaves, geram leveza e animação, mas nem sempre se tratam de construções, muito destes são demolições, demolições surdas, cegas, as vezes doloridas e amargas. É nesse contexto de construções e demolições que são feitas as lutas, as batalhas interiores, é aquilo que te motiva a sorrir, a continuar, mas é também tudo aquilo que te faz frear e parar.
Esse “drão” – como assim definiu Gilberto Gil –“essa semente de ilusão” precisa sempre morrer pra germinar, ou seja, é sempre necessária uma destruição criadora, embora ela nem sempre seja indolor.

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